Assertivo ou acertivo?

CF_Life“Para ser mais assertivo nos resultados, vamos nos preparar antes e não errar os detalhes!”. Cansei de ouvir esta frase pelos corredores das empresas e clientes que já fiz algum trabalho. Todas as pessoas querem fazer a coisa certa e utilizam a assertividade

O interessante é que o contexto no qual a palavra assertividade é inserido acaba sendo totalmente diferente daquilo que se deseja dizer. Seu conceito distorcido entrou na cultura popular como alguém que fala ou faz a coisa certa. Para quem conhece o conceito de assertividade, fica um pouco complicado tentar corrigir seu interlocutor e dizer que assertividade é outra coisa.

Assertividade é a capacidade da pessoa em dizer o que precisa ser dito, sem ser rude ou omisso em relação ao assunto em questão. A origem da palavra é do latim e significa afirmar (não significando certo ou errado),  confirmar ou se posicionar sobre o tema.

Acredito que precisamos ser assertivos sempre e em tudo aquilo que tem alguma interferência que passa por nós, ou seja, em qualquer interação que temos com os outros. O problema é que nem todos acham que isto é a melhor maneira de se comportar.

Algumas pessoas acabam por confundir o assertivo com alguém que é rude, desagradável e grosso (este geralmente é o termo mais comum que ouço por aí), já que não se tem uma maneira feliz de dizer “não”.

Todas as empresas e relacionamentos precisam de pessoas assertivas, pois elas são objetivas, confiáveis e não deixam os assuntos morrerem por falta de opinião e iniciativa.

Agora, as empresas também precisam de pessoas que fazem as coisas certas. É aí que entra um homônimo popular do assertivo que é o “acertivo”. Digo popular porque não existe tal verbete no dicionário. Quem sabe até apareça um dia, mas até lá, teremos que conviver com os “pseudo-acertivos” achando que assertividade é fazer certo!

Mas fazer certo é assunto para um outro post publicado em Julho/2013 <clique aqui>.

 

Pense nisto.

Sobre BIZZETTO, Marco Aurelio

Marco Aurélio BIZZETTO acredita que o mundo pode ser bem melhor se focarmos novamente nas pessoas, em suas competências e principalmente suas diferenças. É administrador de empresas, especialista em Psicologia Oganizacional e MBA em Gestão de Projetos pela POLI-USP. Professional e Executive Coach pela SBC.
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